Santuário das Aparições de Nossa Senhora de Natvitidade


AS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE NATIVIDADE


Resumo Histórico baseado em relato do vidente Fausto de Faria:



AS APARIÇÕES

Foram em números de cinco e testemunhadas unicamente pelo médico, cujo reação às primeiras foi de espanto, e de indescritível emoção e perplexidade às seguintes. A terceira, devido ao aparecimento misterioso da pedra (Cefas), único fato visto e confirmado por cinco pessoas, foi a mais impressionante. Todas ocorreram a tarde e num só lugar. A primeira, que durou segundos, tendo Nossa Senhora apenas dito: “Não se assuste, volte” aconteceu a 9 de maio de 1967, quando ele se encontrava a sós, inspecionando a construção de um córrego na fazenda Coqueiro, propriedade de sua família. A segunda, de rápida duração também, e na qual Nossa senhora desapareceu sem dizer nada, sucedeu oito dias após, a 17 de maio estando ele em companhia do seu administrador Jerônimo Zuza, e do fazendeiro Anir Silva. Na terceira aparição, a 12 de julho do mesmo ano, Nossa Senhora ditou, em 10 minutos aproximadamente, a primeira e enigmática mensagem, tendo ele, a seu lado, a sua esposa, Maria Elisa, o médico Walter Novais, os fazendeiros Waldir Carvalho e Bartholomeu Barra e seu administrador, os quais, perplexos, viram, no final, o aparecimento da pedra nas mãos do médico. A 12 de julho de 1968, exatamente um ano depois da terceira aparição, e não obstante ter ele ido ao local, nesse período, mais de cem vezes, sobreveio a quarta mensagem, quando levou e mergulhou no regato a pedra misteriosa.
Nessa aparição, Nossa Senhora, ao ditar a segunda e longa mensagem, contendo uma frase para a qual pediu segredo, identificou-Se claramente. Ao término da mesma, que se prolongou por quase uma hora, um fato se deu: uma nuvem escura, isolada no céu claro, pairou sobre o local, deixando cair uma neblina, seguida de uma aragem, o que causou grande emoção na multidão ali comprimida.
A quinta aparição ocorreu 10 anos depois da terceira, a 12 de julho de 1977, e nela Nossa Senhora pediu para que a Cefas (pedra) fosse colocada na réplica de Sua casa de Éfeso no santuário, em Natividade, e que, quanto à frase sigilosa de sua 2a mensagem (4a aparição), Ela própria, breve, diria o que fazer. Ao afirmar que de Éfeso Ela foi levada ao encontro de Seu Filho no Reino de Deus, Nossa Senhora pôs um ponto final na controvérsia histórica quanto ao verdadeiro local de Sua Assunção.



O LOCAL



As aparições tiveram lugar num único ponto do regato existente no sítio Milagre, adquirido em princípios de 1967 e integrante da fazenda Coqueiro, situada perto de Natividade, cidade do extremo-norte do Estado do Rio de Janeiro. Essa singular e estranha denominação do sítio – Milagre – embora constando dos registros da Prefeitura desde 1942, era desconhecida até princípios de 1968 e foi descoberta, por acaso, pelo fazendeiro Aloísio Silva, depois, portanto, da terceira aparição. Ninguém pode explicar bem a origem do nome.



O REGATO




Nasce em rochas elevadas e a água é límpida e puríssima. Em frente ao Oratório está assinalado o lugar onde Nossa senhora apareceu. Aí, também, se deu o aparecimento da pedra nas mãos do médico.



A FIGURA DE NOSSA SENHORA



Ela apareceu sempre em “carne e osso”, conforme a expressão do médico, nítida e inconfundível como criatura humana vista à curta distância. Olhava-o fixamente. Sua postura era ereta, com as mãos juntas acima da cintura e os pés descalços dentro do leito do regato. Um destaque impressionante: as mãos e os pés eram dourados! Usava vestido inteiriço, de mangas largas, de tecido grosso e modelo primitivo, cinza-azulado claro e um manto igual na cabeça. É alta, magra, aparentando quarenta e poucos anos. Pele alva, rosto oval e bonito, com uma expressão acolhedora e santa. Olhos grandes, bem afastados um do outro, castanho-claros, sendo da mesma cor os cabelos. Voz suave, num português perfeito. Sorriu uma vez na primeira aparição e tornou-Se triste na quarta, ao ditar a seguinte frase: “Que conserve meu templo sempre aberto, intransigível e inviolável”.




A IDENTIFICAÇÃO



Embora já transparecendo nas frases iniciais da primeira mensagem, a identidade de Nossa Senhora só se revelou claramente, por suas próprias palavras, na quarta aparição. Nesta, o médico tem a comprovação na frase em que Ela se refere ao seu pedido de Fátima e Lourdes, cujo conteúdo só ele conhecia.



AS MENSAGENS


1.ª Mensagem dita por Nossa Senhora ao Dr. Fausto



Foram todas ditadas pausadamente e os originais podem ser vistos. As duas primeiras encerram algumas frases de difícil interpretação. A segunda, que contém a frase sigilosa, é, principalmente, uma exortação de profundo sentido espiritual e religioso.



A PEDRA MISTERIOSA






Pesa quase duzentas gramas e foi classificada pelo Ministério de Minas e Energia como sendo Hematita, dos mais importantes minérios de ferro e grande riqueza do Brasil, mas não encontrada na região de Natividade. É exposta, durante o dia em relicário de segurança no Santuário, em Natividade. Seu significado e destino constam da segunda e da terceira mensagem. Todos os anos, a 12 de julho, data de sua aparição, é levada ao local e mergulhada no regato, perante a multidão.




RETRATO FALADO


Foi executado, após a terceira aparição, em agosto de 1967. Resultou de perseverante colaboração do médico e graças, sobretudo, ao talento artístico da pintora e poetisa, professora Irací do Nascimento e Silva. O original está em Natividade e reproduz com fidelidade o rosto de Nossa Senhora em Suas aparições, conforme Ela própria mencionou na segunda mensagem.




O SANTUÁRIO


Foi construído em 1967, no local das aparições e após a terceira. Por causa da frase enigmática que fala em Éfeso, contida na segunda mensagem, o médico visitou Éfeso em 1973 e em 1974, fez erigir, aí, uma réplica – exata e única no mundo – da casa situada nas proximidades daquela cidade, hoje, da Turquia, onde Nossa Senhora viveu 9anos e de onde foi alçada gloriosamente ao céu.
A casa de Éfeso foi visitada pelos Papas Paulo VI, em 1967, e João Paulo II, em 1979. Sendo esta réplica exata e única no mundo.


A IMAGEM


É de autoria do escultor Matheus Fernandes, do Rio de Janeiro. A de bronze foi entronizada no Santuário em 1969, e a de gesso, pintada, está no altar da réplica da Casa de Éfeso. Ambas simbolizam a figura de Nossa Senhora em Suas aparições.


O TÍTULO



A exemplo do que se tem dado com outros idênticos mistérios, o povo consagrou o nome – Nossa Senhora de Natividade – que se diferencia do da padroeira da cidade, desde a fundação, que é Nossa Senhora da Natividade (Celebrando no dia 8 de setembro o nascimento de Maria, pois, natividade quer dizer nascimento.)



AS ROMARIAS





São permanentes, gente de toda parte do país e do estrangeiro. Os locais são franqueados, bem como são gratuitas a colheita d’água e a distribuições de impressos.



O MÉDICO





É católico. Nasceu no Amazonas, em 1915. É também advogado e fazendeiro. Foi duas vezes deputado estadual, abandonando a política em 1959. Aposentou-se como Consultor Jurídico da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. Casou-se, em 1938, com Maria Elisa Guimarães de Faria e tem um filho advogado e dois engenheiros-agrônomos.



A DIVULGAÇÃO



Com aparição misteriosa da pedra, constante de depoimento insuspeito das cinco pessoas que também testemunharam o fenômeno – prova incontestável da realidade sobrenatural dos fatos vividos – o médico iniciou a divulgação das espantosas e sublimes aparições. E o fez, endossado por conselhos eclesiásticos, com todo o respeito à Igreja, cujo pronunciamento ele tanto almejava.



A POSIÇÃO DA IGREJA



Apesar do silêncio ou da reserva, naturais e compreensíveis, das autoridades diocesanas e do vaticano, são inúmeros os membros de ordens religiosas que, em caráter de devoção ou estudo, visitam Natividade. O primeiro prelado a procurar o médico foi D. Luiz Sartore, arcebispo de Santa Maria, RS, e o primeiro dignatário episcopal a visitar o Santuário foi D José Joaquim Gonçalves, Bispo-Auxiliar de Curitiba, que ali rezou e abençoou os romeiros presentes.



PESAMENTOS DO DR. FAUSTO



"Admitir a possibilidade de ter visto um ser divino, parecia-me mais absurdo ainda, porque nunca fui místico e minha religiosidade carecia de prática e autenticidade, embora portador de sentimento cristão e descendente de tradicional família católica. Nunca fui espírita, nem nunca admiti a ação de forças ditas ocultas. Crer em Deus, respeita-lo e não desejar fazer o mal aos outros, foi sempre preocupação constante de minha vida, o que considero saudável principio filosófico e norma religiosa."



“Não peço a ninguém para crer no que digo. Apenas confirmo com todas as forças de minha consciência, que os testemunhei e que vi e falei com a mãe de Cristo.”


OUTRAS FOTOS





AGRADECIMENTOS



Agradecemos a Familia do Dr. Fuasto de Faria, especialmente na pessoa Ronaldo Faria, por permitirem que difundicimos as mensagens e a história das Aparições de Nossa Senhra em Natvidade.