ESPORTE: Sávio atleta natividadense é destaque no site do Cruzeiro


Matéria colocada ontem(13maio), nosite do Cruzeiro fala sobre o Sávio, volante de base do time, e filho de Natividade. Sávio diz que sonhe em ser profissional,  não podemos deixar de destacar que o Sávio saiu da Escolinha de Base do NAC. Veja reportagem na integra. Reportagem feita por Gustavo Aleixo.

Cruzeiro/Divulgação
Se na década de 1970 o Cruzeiro tinha em seu elenco Joãozinho, o Bailarino da Toca, o time celeste pode ter no futuro bem próximo, Sávio, o dançarino celeste. É isso mesmo: a equipe cinco estrelas tem em sua base mais um jogador que dentro do futebol promete “dançar conforme a música”. Sávio, volante estrelado de apenas 16 anos, antes de se tornar jogador de futebol pensou em ser dançarino de funk. Para o bem da dança e da Torcida cruzeirense, o jovem talento azul garante que agora ele quer seguir somente a coreografia de um bom volante em campo: marcando forte e saindo para o jogo. “Gosto muito de funk e tinha vontade de ser dançarino de dança de rua. Depois que comecei no futebol deixei isso de lado [risos]”, revela.

Natural de Natividade, cidade carioca que, curiosamente, tem entre seus bairros o Cruzeiro de Cima e o Cruzeiro de Baixo, Sávio parecia ter traçado desde cedo seu destino como jogador do Clube cinco estrelas. Mas demorou para o garoto de ouro da base estrelada perceber que o futebol de campo era o caminho a ser seguido. “Eu só jogava bola na rua, a famosa pelada, e não queria nada com o campo. Meus pais sempre me pediam para eu ir lá, compravam chuteira e eu falava que ia, mas não ia. Depois me deu vontade de jogar, fiz a tentativa e não saí de lá mais.”

Peladeiro de carteirinha, Sávio lembra que no início não era um dos primeiros a ser escolhido na turma com quem jogava, mas depois de um tempo passou a ser a primeira opção para formar as equipes do “futebolzinho de rua”. Esse era o menino, que com nome inspirado no ex-jogador e craque Sávio, passou a mostrar, tempos depois, seu talento na escolinha de futebol da sua cidade, que lhe daria a chance de jogar pelo Maior de Minas.

“O time da minha cidade participou do 1º Circuito Base Forte [torneio de escolinhas de futebol, realizado pelo Cruzeiro] e venceu o torneio. Selecionaram cinco atletas da minha cidade para fazer teste no Toca da Raposa I, em novembro de 2009. Consegui passar e foi assim que vim parar no futebol”.

Há três anos no time celeste, o volante, um dos destaques da base azul, já recebeu algumas convocações para a Seleção Brasileira Sub-17. “Na minha primeira convocação, fiquei um período de oito dias de treinamento na Seleção visando o Campeonato Sul-Americano. Fui o único atleta do futebol mineiro a ser convocado. Fiquei famoso por um dia na minha cidade [risos]. Saí no jornal e tudo”, lembra, com um largo sorriso no rosto.

Sávio, que disputou no fim do ano passado, nos Estados Unidos, um torneio com a Seleção Brasileira Sub-17, tem como atributos a marcação forte e a agilidade em campo, que permitem a ele chegar como elemento surpresa no ataque. Segundo o volante, sua principal característica é ser um verdadeiro carrapato em campo, daqueles que não largam o jogador a ser marcado. E é exatamente assim que o volante se agarra a sua vontade de jogar nos profissionais da Raposa. “Jogador da base precisa de determinação, ser humilde, esforçado e buscar ser sempre o melhor. Se o treinador pedir para dar 10 voltas no campo, você tem que querer dar 15”, responde com muita personalidade.

Cruzeiro/Divulgação
Tamanho empenho tem, é claro, outro fator que o impulsiona a querer vencer no futebol: ter a oportunidade de jogar em um Mineirão “novinho em folha”. “O Raul Plassman, [coordenador das categorias de base do Clube] fala muito isso com a gente, que se subirmos para o profissional teremos a chance de jogar no Mineirão novinho. Com certeza, vai ser bacana demais”, afirma.

O jovem atleta tem como referências os companheiros de posição Ramires e Fabrício, ex-jogadores do Cruzeiro. Mas é principalmente em relação ao primeiro que Sávio guarda uma admiração especial. “O Ramires joga na mesma posição que eu. É um cara que até hoje é muito humilde e me inspiro nele por causa disso. É um jogador que nunca fez coisas erradas.”

A promessa celeste, que diz ter dificuldades para dormir à tarde, revela que sempre acompanha os treinos dos garotos mais novos e acaba se lembrando da sua chegada à Toca da Raposa I. Agora, o menino de Natividade-RJ é quem merece toda atenção e esperança por parte da Torcida. Com os mesmos pés que um dia quiseram seguir os passos do funk, o garoto agora quer dar longas passadas rumo a um lugar no time principal do Cruzeiro. “Está chegando o cão de guarda”, avisa. E é bom o Torcedor celeste se preparar, porque esse novo talento quer ir longe na carreira e com certeza não vai largar o osso até chegar lá.

*Matéria originalmente publicada na edição 117 (fevereiro/março) da Revista do Cruzeiro.