Mestres que transformam

Jandira Feghali

O dia de ontem foi emblemático para a educação sob muitos aspectos. Foi momento de homenagear nossos mestres e mestras, profissionais estratégicos para a formação e desenvolvimento de nossas crianças e jovens. Ainda há uma dívida a saldar para valorizar, capacitar e respeitar todos aqueles que perseveram, com coragem, no ensino público, mesmo sob intempéries, falta de estrutura e dificuldades na interlocução dos governos para negociar planos de carreira e melhores condições de trabalho.

O dia 15 de outubro é importante por reforçar a luta dos professores e suas entidades representativas no Estado do Rio. Em passeata organizada e intensamente mobilizada, milhares deles se uniram à sociedade civil na defesa de bandeiras comuns. De modo muito significativo, a educação se mostrou como estandarte maior, alinhado ao desejo dos que entendem que a educação de qualidade é dever do Estado e ferramenta poderosa de transformação social e individual. Nada mais justo e reverenciável.

Trata-se de um campo de formação cidadã que, integrado à cultura e fortalecida pelo lúdico e pela transmissão oral, é capaz de garantir às futuras gerações a base necessária para enfrentar os desafios.    Compreendo e tenho absoluta clareza de que a grande possibilidade da educação é a sua articulação estrutural com a cultura. Juntas, alicerçam cidadanias e direitos democráticos à sociedade.

É comum abordarmos a necessidade de acesso aos equipamentos e bens culturais, educacionais, contudo, o equipamento mais fundamental da educação é o professor. É por meio dele que se faz a transmissão de valores e conhecimentos. É por meio deste profissional que se alcança o conhecimento de contexto comunitário, cultural e da realidade onde os alunos estão inseridos.

Essa troca e interatividade precisam de um professor capacitado e preparado, conectado e em consonância com a realidade que vivemos. Precisa estar apto a interagir com um universo amplo e diversificado, de valores absolutamente diversos quanto ao comportamento cultural deste povo.

No Congresso Nacional reivindicamos continuamente uma política educacional com qualidade e acessível – não apenas a ampliação do número de vagas em unidades escolares e creches – mas a qualidade do ensino em todos os níveis, de forma igualitária, com destaque para a primeira infância, momento de maior desenvolvimento do cidadão.

Desejamos mais, muito mais. E lutamos por estas demandas, objetivando uma educação ampla e que contemple o tripé do desenvolvimento humano: professor, aluno e família. Os professores merecem o respeito de todos, governantes, parlamentares e sociedade. Em qualquer circunstância, não há nação soberana sem seu esforço e dedicação.