Cabral deixa cargo em março de 2014

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou nesta segunda (2) que entregará o cargo em março de 2014 e que deixará o seu nome à disposição da legenda para concorrer ao Senado. "Vou colocar o meu nome à disposição [para o Senado], mas é uma questão que não cabe a mim, cabe ao partido" declarou o gestor, após a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do morro Camarista Méier, Zona Norte do Rio.

Curiosamente, o anúncio do peemedebista vem no mesmo dia em que a Pesquisa Datafolha aponta que o gestor tem o pior índice de aprovação em sete anos de governo: 20%. O percentual de eleitores que considera a sua gestão ruim ou péssima chega a 38%. Cabral minimizou os resultados. "Quem está no governo está sempre sendo avaliado. Vamos respeitar a pesquisa e continuar trabalhando", disse.

No entanto, a preocupação do Partido dos Trabalhadores (PT) não parece ser, perder o apoio de Sérgio Cabral e sim, de ter o apoio dele. Até Cesar Maia, nas últimas pesquisas - depois de ter sido derrotado pelo seu ex-pupilo Eduardo Paes -, tem 11%. Cabral tem 40% da população do Rio contra ele. E nem mesmo José Serra, nos seus piores momentos, atingiu esse patamar.

A inteligência do PT até que gostaria, mas será difícil que o pré-candidato de Cabral, Pezão, consiga tirar seus pés do último lugar nas pesquisas. 

A realidade é que o PMDB interessado em Garotinho é muito maior do que o PMDB de Sérgio Cabral, afinal de contas, os membros do partido reconhecem que o PMDB de Garotinho que elegeu Cabral governador.

O Diário